No Brasil a educação é tema recorrente em período de campanha eleitoral, assim como a saúde, segurança, habitação, meio-ambiente, infra-estrutura, etc.
O tema educação sempre ornamentou os discursos dos candidatos e dos governantes nesses períodos, ganhando forma e cor, ao longo da história, isto é, o discurso foi “evoluindo”, da necessidade da educação, para prioridade, depois prioridade “um”, e, prioridade das prioridades, etc.
A Educação não pode ser tratada somente como prioridade, ela deve ser compreendida como uma estratégia de governo, pois, é por meio da educação que as pessoas vão adquirindo conteúdo de cidadania, respeito à Constituição, qualificação, trabalho, e a somatória destes e outros fatores, resulta em desenvolvimento, geração da riqueza, respeito interno e externo, etc.
Como se vê, a equação compõe-se de inúmeras variáveis, mas, todas possíveis de serem planejadas e realizadas, com resultados positivos e previsíveis, que se configuram como responsabilidade da sociedade brasileira, cabendo ao governo (federal, estadual e municipal) a gestão, a articulação e a avaliação.
Os atores desse processo precisam responder diariamente a uma simples pergunta: que país pretendemos transferir para a geração que vai nos suceder?
A Revista Exame (Edição 978 – 20/10/2010), publica o artigo da jornalista Roberta Paduan (4 idéias para tirar o atraso na educação) que, segundo a jornalista, “... são medidas que devem ser colocadas em prática se quisermos alcançar um nível de educação compatível com um país que deseja chegar ao desenvolvimento”.
As quatro medidas são:
1. Acabar com a bagunça curricular;
2. Diagnosticar, planejar e medir;
3. Pagar mais aos professores;
4. Transformar o diretor em Gestor Escolar.
Enxuto e com conteúdo (vale a leitura e a reflexão), o texto fundamenta-se em estudos e pesquisas nacionais e estrangeiras e, também, em consideráveis exemplos de práticas governamentais de estados e municípios brasileiros.
Falar sobre a educação no Brasil, principalmente após os anos 90 tornou-se menos penoso e mais fundamentado. Menos penoso, porque a patrulha ideológica perdeu forças (ainda existem alguns remanescentes em fogo brando) e, mais fundamentado, porque dispomos de dados e fatos.
Assim, pretendo, na seqüência, com a contribuição de quem estiver interessado, explorar, devidamente essas quatro (e outras) idéias que não são novas, mas, destacam-se pela forma com que foram organizadas e apresentadas. Normalmente, esses temas são explorados individualmente com pálidas conexões.
O texto da jornalista Roberta Paduan inclui uma importante pesquisa sobre “Quanto Vale a Educação”, realizada pelo americano Eric Hanushek, doutor em economia pela MIT e professor da Universidade de Stanford/USA. É bom observar a sua conclusão (extrato) e refletir sobre “... como o Brasil pode aumentar a geração de riqueza caso consiga fazer uma reforma educacional nos próximos 20 anos...”.
Existe uma máxima que diz “Se você não sabe para onde vai, nunca chegará lá”.
É isso aí, Abdala.
ResponderExcluirVá firme!!
Sugai
PS: parabéns pelo seu dia